Horizon Zero Dawn Review – história do jogo

Horizon Zero Dawn Review – história do jogo

Dando continuidade aos nossos reviews de jogos, como Doom, Destiny, The Last of Us e Minecraft, hoje vamos falar dessa beleza que é Horizon Zero Dawn. Trata-se um jogo de RPG pós-apocalíptico de mundo aberto, pra lá de bonito e com uma jogabilidade muito bacana. Desenvolvido pela Guerilla Games, a mesma produtora da série Killzone, o Horizon Zero Dawn passou vários anos em desenvolvimento e quando finalmente chegou ao mercado, agradou bastante.

Antes de começar a falar da história do jogo, já vou começando dando uma dica. Se você pretende platinar Horizon Zero Dawn, escolha sempre a opção coração nos diálogos que irão acontecer em alguns momentos chave da história. Eu não escolhi, estou tentando platinar e terei de jogar o modo história novamente. Humpf!

Ah, platinar um jogo na PSN significa conseguir conquistar todos os troféus.

Sente só a vibe do jogo nesse gameplay que fiz abaixo. É de uma das missões paralelas.

Horizon Zero Dawn Review – história do jogo

A protagonista é Aloy, uma moça ruiva, órfã e muito perspicaz. Quando o jogo começa, Aloy é apenas uma criança rejeitada pelas comunidades tribais que habitam o planeta. Comunidades tribais? Oi? Como falamos no início, este é um jogo baseado num universo pós-apocalíptico.

Horizon Zero Dawn inovou no contexto, trazendo um conflito diferente dos zumbis, walkers, vírus mortais, guerras mundiais e etc e isso é um ponto bastante positivo para a narrativa. Porém, antes de falarmos sobre a história de Aloy, vamos explorar melhor o universo dessa história.

O Universo de Horizon Zero Dawn

Horizon Zero Dawn Review - História

Mundo pós apocalíptico pra lá de bonito.

Nesse jogo, os seres humanos não são a raça dominante no planeta. Existe uma série de robôs em formatos de animais que habitam as regiões e os humanos são um foco de resistência contra eles. Há algumas tribos que se protegem dentro de suas fortalezas. Há também uma pequena cidade que reúne diversos habitantes, comerciantes, militares e religiosos. Todos eles liderados por um rei: Sun King, ou Rei Sol.

Há também entidades religiosas ligadas às tribos e suas religiões são uma espécie de explicação para os fatos que ocorreram no passado nem tão distante, que eles não entendem totalmente e que tornaram o mundo como ele é na atualidade. (Percebe a semelhança?) Cada uma das tribos do jogo possui seu próprio exército, mesmo que pequeno. No fim das contas, nesse mundo todos são soldados em algum momento.

Quando Aloy interage com as tribos em determinados momentos da história, ela passa a ajudá-los em missões e resolução de conflitos. Durante os diálogos com personagens líderes nessas comunidades, são dadas três opções de resposta para Aloy. Uma opção de coração, onde Aloy demonstra afeto com seu interlocutor, outra opção de cérebro, onde Aloy demonstra sagacidade, e uma última opção de punho, onde ela se torna mais agressiva.

Apesar da sugestão de que essas opções podem alterar a história, pouca coisa muda de fato na narrativa ao escolher uma das três opções. Para conseguir reunir todas as tribos para o combate final, Aloy precisa sempre responder com o a opção de coração. Um dos troféus do jogo está relacionado a isso e portanto só é possível platiná-lo realizando esse procedimento. Isso é o que muda. A história em si, permanece a mesma.

A geografia do planeta é uma mistura de ruínas de construções modernas como prédios e estádios, com a natureza que começa a aparecer por cima do cimento. Isso é um contraste bem interessante e que foi muito bem desenvolvido pela equipe de arte do game. Os cenários e a paisagem são incríveis, especialmente nas florestas e montanhas.

Animais Robôs e Jogabilidade

Os animais robôs são criaturas autônomas e que possuem diversos formatos. Elas são muito parecidas com animais que já existiram e que conhecemos como touros, gaviões, alces, onças, tiranossauros… Só que são robôs. Quando Aloy usa seu Foco, vamos falar dele adiante, ela consegue visualizar os pontos chave dos animais e analisar suas fraquezas a fogo, gelo e eletricidade, por exemplo.

Isso faz com que a jogabilidade seja muito interessante, afinal de contas existe uma maneira diferente de matar cada tipo de animal. Também é possível aperfeiçoar as armas e a armadura de Aloy para se adaptar ao seu estilo de jogo, se bem que o que não vai exigir muito de suas habilidades nesses quesitos. Apesar de Horizon Zero Dawn ser um game bem extenso, dificilmente você vai se cansar de aniquilar esses bichos com seu arco e flecha, estilingue ou lançador de armadilhas.

A história de Aloy e a narrativa de Horizon Zero Dawn

A narrativa do jogo segue a fórmula de outros jogos de RPG de mundo aberto. Há uma história principal que ajuda a avançar o jogo e uma série de missões paralelas espalhadas pelo mundo de Horizon Zero Dawn. Por vezes, as missões paralelas se tornam repetitivas, como buscar um item num lugar difícil de subir, ou perseguir uma trilha deixada por alguém que foi raptado ou que fugiu.

Isso tira um pouco da inteligência que a personagem Aloy parece ter. Afinal, ela está sempre pronta a arriscar sua vida a troco de nada ou de muito pouco.

Aloy é uma criança nascido da tribo Nora. Ela foi banida da tribo assim que nasceu e adotada por outro banido, Rost. Esse personagem aparece apenas nos momentos iniciais do jogo, já que ele morre no final da primeira missão. Rost é um guerreiro que vive fora da cerca de proteção da tribo Nora, portanto, no mundo selvagem.

Ele treina Aloy desde pequena para que ela seja forte o suficiente para sobreviver nesse mundo. Além disso, esse treinamento tem por objetivo fazer com que Aloy seja aprovada na provação dos Nora, um teste militar que faz o vencedor ser aceito oficialmente pela tribo caso ele seja um banido. Voltar para os Nora seria um caminho para descobrir quem é sua verdadeira mãe. Mas para isso, ela precisa vencer a provação.

Horizon Zero Dawn - Aloy com seu Foco em ação

Aloy com seu Foco em ação

Em um desses treinos, Aloy acaba caindo numa ruína dos antigos. Os “antigos” somos nós, seres humanos modernos. Sem conseguir sair por onde entrou, Aloy atravessa toda a ruína em busca de uma saída. Nesse percurso ela encontra um cadáver com um aparelho tecnológico preso à orelha. É o Foco. Quando Aloy pega o Foco e instala em sua orelha, podemos ver que ele é capaz de ampliar a visão dela, escaneando animais e objetos, aprimorando também a jogabilidade.

Em busca de respostas…

Alguns anos se passam e finalmente chega o dia de Aloy passar pela provação. Ela entra sozinha na cidade que antes a rejeitava e aí começa a primeira missão do jogo. Nessa parte, Aloy encontra pela primeira vez um homem com um Foco. É Olin. Ao vencer a prova, contrariando todas as expectativas, os Nora são atacados por membros dissidentes da tribo dos Carja.

Aloy sobrevive ao ataque, mas Rost morre tentando salvá-la. Ao acordar, Teersa, uma das matriarcas da tribo, revela que ela foi encontrada ainda bebê dentro da montanha sagrada que elas acreditam ser a “Mãe de Todos”. Apesar de Teersa achar que Aloy era uma dádiva, as outras matriarcas interpretaram como maldição e a expulsaram da tribo.

Aloy encontra um Foco de um dos Carja que a atacaram e descobre que Olin estava espionando-a. Além disso, ela vê a imagem de uma mulher ruiva parecida com ela e que Aloy passa a acreditar ser sua mãe. As matriarcas declaram Aloy uma emissária dos Nora, e ela sai em busca de Olin para obter mais respostas e aí o jogo começa pra valer.

Uma das Matriarcas da tribo dos Nora

Em Meridian, a cidade dos Carja, ela descobre que Olin foi obrigado a colaborar com uma tribo chamada Eclipse, devotos de um deus chamado Hades.  Nesse ponto, um novo personagem aparece. Sylus, inicialmente apenas uma voz no Foco de Aloy, ajuda a guiá-la para descobrir todo o passado.

Na medida em que o jogo avança, vamos entendendo que os robôs militares desenvolvidos pela empresa Faro, capazes de consumir biomassa e se multiplicar sozinhos, perderam o controle e começaram a destruir a humanidade. Elisabet Sobeck, a mulher ruiva que Aloy viu antes, trabalha nessa empresa e começa a traçar um plano para combater os robôs. Quando percebe que será impossível vencer, ela constrói o projeto Zero Dawn.

Projeto Zero Dawn

Elisabet Sobeck

Elisabet Sobeck – Criadora do programa Zero Dawn

O projeto Zero Dawn consiste numa inteligência artificial super avançada, chamada GAIA que é formada por diversos subsistemas. Ela foi responsável por desenvolver em segredo clones dos seres humanos e educá-los para que repovoem o planeta. Ela também fez com que as máquinas hostis fossem reprogramadas e adormecessem e criou as máquinas animais para repovoar o planeta e combater os robôs militares. Dentre os subsistemas de GAIA está HADES, que tinha como função promover uma extinção controlada e começar tudo de novo caso algo desse errado.

Elisabet Sobeck morre durante construção de GAIA. Após isso, Ted, presidente da Faro, resolve matar toda a diretoria e apagar todo o conhecimento que GAIA reuniu no subsistema APOLO e que daria suporte para os novos clones humanos se desenvolverem no mundo novamente. Isso explica o motivo dos seres humanos estarem reunidos em tribos e usarem arco e flechas como arma. Algo bem low-tech se comparado à tecnologia dos robôs.

Gaia - A Inteligência Artificial criada por Elisabet para salvar a humanidade

Gaia – A Inteligência Artificial criada por Elisabet para salvar a humanidade

De algum modo, HADES se tornou autoconsciente, fugindo ao controle de GAIA. Para impedir que a vida na Terra seja dizimada por HADES, GAIA provoca uma sobrecarga no sistema destruindo a si mesma no processo. Antes disso, ela cria um clone de Elisabet Sobeck para que no futuro ela possa voltar à instalação que os Nora chamam de “Mãe de Todos” e ajudar a reiniciar GAIA.

Adivinha quem é o clone de Elisabet? É claro !! Aloy !!

Depois de descobrir tudo isso, Aloy volta pra Meridiam e com o auxílio das tribos parceiras, enfrenta os Eclipse, as máquinas e desativa HADES. Porém, Sylus resolve manter HADES secretamente funcionando e aprisionado, o que dá um gancho para a continuidade da história.

Conclusão

Como o universo é bastante inusitado e sabemos muito pouco sobre ele no começo do jogo, a narrativa desenvolvida é interessante e envolvente, apesar das dublagens serem um pouco ruins. Em alguns momentos, na versão em português, parece que a “voz do google” está falando. A jogabilidade é um ponto muito positivo nesse game.

Vale a pena jogar. Tanto que eu estou jogando pela segunda vez pra pegar meu troféu de Platina ao completar ele em 100%. =). Na primeira vez que joguei, escolhi cérebro em quase todas os diálogos chave. rsrs.

Atuo como roteirista e produtor executivo de TV há 12 anos. Passagens por BAND, SBT e produtoras independentes no departamento de roteiro e desenvolvimento de projetos com trabalhos exibidos no Multishow, Canal Sony, SBT e Disney Channel. Auxilio produtores a formatarem seus projetos e presto consultorias para inscrição e acompanhamento de projetos em leis de incentivo.

2 Comentários

  1. Felipe 3 semanas atrás

    Ótimo texto, mas vou te corrigir num ponto: escolher coração não influencia na platina. Eu platinei e variei as respostas. Provavelmente é alguma side quest que você não realizou.
    PS: o nome do cara é Sylens.

    • Autor
      Matheus Colen 3 semanas atrás

      Oi Felipe.

      Na verdade, é preciso sim escolher coração nas missões que estão relacionadas à história e às outras tribos. Eu percebi isso apenas quando terminei o jogo em 100% e não recebi o troféu de platina.

      Tive que zerar ele uma segunda vez pra conseguir o troféu, escolhendo a opção de coração nas missões certas.

      Abs

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