RCM 2017 – Plataformas de Nicho

RCM 2017 – Plataformas de Nicho

Seguindo com a apresentação de plataformas digitais, o Rio Content Market trouxe um painel dedicado às plataformas de nicho. São empresas que escolhem uma fatia pequena do mercado, entregando conteúdos com foco num público mais específico. O painel foi mediado pela Juliana Psaros, executiva de aquisições da Opera TV, e contou com a participação de Filipe Callil, da Clapme, Wagner Ramalho, da Oldflix e Yasmin Thayná, da Afroflix.

Plataformas de nicho simplificam a escolha do usuário

Juliana abriu o painel falando da Opera TV, serviço de vídeo on demand disponível em mais de mil apps no mundo todo. Ela contou que o canal dedicado aos filmes argentinos atingiu enorme sucesso na América Latina em apenas dois meses. O conteúdo de nicho e regional desperta o interesse da audiência.

Como existe muita oferta de conteúdo no meio digital, as plataformas que oferecem algum tipo de seleção ou curadoria conseguem atrair usuários na medida em que simplifica a escolha sobre o que assistir. O grande desafio é descobrir como se posicionar num mercado com players grandes como Netflix e o Now por exemplo.

Clapme: o maior palco do mundo

Felipe Callil explicou que a Clapme é uma plataforma para streaming ao vivo de shows e eventos musicais. Callil disse que a plataforma evoluiu em cima dos erros e não dos acertos. Foi esse fator que conferiu sustentabilidade à empresa. No Clapme o usuário tem a opção de assistir um único show, ou pagar uma assinatura mensal para ter acesso a todo o conteúdo.

Olhando para o mercado de marketing, eles perceberam que os influenciadores digitais são muito requisitados pelas marcas, e o streaming ao vivo é a bola da vez. Por conta disso, o Clapme percebeu que poderia atuar também como uma agência de mídia que produz lives com os influenciadores, atendendo às demandas das marcas.

Em seguida, Wagner Carvalho apresentou a Oldflix, uma plataforma focada em filmes antigos. A ideia do projeto veio a partir do momento em que se pensou em fazer a distribuição online do conteúdo que já estava licenciado para a BMW TV. O fato curioso apontado por Wagner, é que apesar dos títulos antigos, a plataforma tem como público principal pessoas entre 18 e 25 anos.

Audiovisual Afro

A última a se apresentar foi Yasmin Thayná. Ela lidera a Afroflix, uma plataforma que agrega conteúdos em que pelo menos uma pessoa negra assina a produção, direção ou protagoniza a obra. A Afroflix nasceu após Yasmin ter produzido coletivamente o filme Kbela. O filme a colocou em contato com muitos profissionais negros do audiovisual fora do eixo RJ-SP.

Ao mesmo tempo, Yasmin via muito conteúdo online mas sentia a dificuldade em encontrar esses conteúdos. Então, alguns amigos se reuniram para levantar o projeto, que tem menos de um ano de vida. Todo o conteúdo da Afroflix está disponível em plataformas como Vimeo e YouTube. As pessoas submetem os links das obras e assim é construído o catálogo, coletivamente.

A ideia é que a plataforma também sirva para criar pontes entre os produtores do audiovisual. A Afrolix já produziu seu primeiro conteúdo original. O documentário Batalhas, que retrata um grupo de jovens negros levando o Funk Carioca para o palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Confira o trailer !

Roteirista e Produtor Executivo de TV, atua há 10 anos no mercado audiovisual com passagens por produtoras independentes, emissoras de TV aberta e fechada. Montou a Origina em 2015 para se tornar produtor independente, com foco em agenciamento de roteiristas, criação de conteúdo e planejamento. É diretor de Comunicação da ABRA - Associação Brasileira de Autores Roteiristas e sócio-fundador da GEDAR -Gestão de Direitos de Autores Roteiristas. Meu perfil profissional está disponível no Linkedin

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