Destiny – Review do jogo

Destiny – Review do jogo

Destiny é um FPS (First Person Shooter) que foi produzido pela Bungie, os mesmos criadores da famosa série HALO. Logo nas primeiras semanas do lançamento, o game já conseguiu arrecadar 500 milhões de dólares. É uma bela grana, mas ainda está um pouco longe do desempenho do GTA V. Pra quem não se lembra, o sucesso da quinta versão da franquia da Rockstar produziu 1 bilhão de dólares em apenas um dia.

Não há dúvidas de que Destiny demonstra grande qualidade, mas ele também pisa na bola em alguns quesitos. Então chega de conversa e #BoraProReview !!

História de Destiny.

Vou resumir a narrativa de Destiny em apenas uma palavra: “pobre”. Sim, isso mesmo. É pobre, ruim, rasa, muito rasa. Se fosse resumir em duas palavras, poderia ser “bem pobre”. Em três palavras, “pobre pra cacete”. Em quatro palavras, “pra lá de pobre”. Em cinco palavras… ah, vocês entenderam.

A história de Destiny se passa num universo futurista, onde a raça humana conseguiu avançar na exploração do nosso universo. Contudo, esse avanço não foi produto da nossa capacidade científica. Só conseguimos explorar outros planetas pois recebemos a ajuda de uma figura chamada de “O Viajante”. Trata-se de uma espécie de nave gigante e esférica que parece ser uma grande máquina com consciência.

Pouco se sabe sobre a história desse Viajante. Sabemos apenas que ele produziu umas estrelinhas robóticas voadoras, que são chamadas de “Fantasma”. O fantasma é o principal parceiro do jogador e o ajuda durante as missões, realizando tarefas técnicas como ditar o caminho para chegar nos objetivos e hackear um computador para abrir uma porta. Além disso, o fantasma é capaz de reviver nosso herói da morte. Como ele faz isso? Não sabemos.

Voltando pra história, após a chegada do Viajante, a raça humana conseguiu evoluir em diversos aspectos, chegando até a triplicar sua expectativa de vida. Mas a vida, ah!, a vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo Joseph Climber? Para nosso desespero, o Viajante tem um inimigo chamado Treva, que o persegue por todo o Universo. Por algum motivo, esse Viajante resolveu estacionar aqui na Terra e a Treva o encontrou. Uma guerra aconteceu, exércitos invadiram todas as colônias humanas em outros planetas do nosso sistema solar, além de destruírem quase tudo aqui na Terra.

O único lugar que não foi destruído é a cidade onde fica a Torre. É ali que os Guardiões (leia-se jogadores) se reúnem para pegar missões, fazer upgrades, guardar equipamento, dentre outras coisas. A Torre não foi destruída pois é o único lugar que o Viajante ainda consegue proteger. Portanto, a missão dos jogadores se torna muito clara. Ser um foco de resistência e expulsar a Treva daqui.

Roteiro linear sem profundidade.

O universo de Destiny até que é bem bacana. Só ficou faltando um bom roteiro pra contar as histórias que se passam ali. Vários elementos importantes para a trama não possuem justificativa. A começar pelos fantasmas. São uma espécie de abelhas robóticas e chatas que pensam e falam. Eles são filhos do Viajante? São criados pelo Viajante? E esse Viajante? Ele é uma nave? É um ser? É o quê? Não sabemos ainda.

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O Fantasma do Guardião

No início do jogo vemos um fantasma vagando por um campo de batalha a procura de alguma coisa. Logo descobrimos que ele busca por um corpo morto e o ressuscita. Advinha quem é esse defunto? Já dizia Roberto, “Esse cara sou eu!”. O jogo em primeira pessoa começa ali. Não sabemos porque raios o fantasma buscava esse corpo em específico, não sabemos como esse corpo morreu. E também não sabemos se esse corpo ainda guarda memórias ou motivações de sua vida anterior. O jogo chuta o enredo pra escanteio e faz você pegar logo uma arma.

Já joguei uma boa parte de Destiny e ainda não vi justificativas interessantes nesse roteiro. Nem mesmo para as missões de patrulha que são feitas nos diversos planetas. Os diálogos entre os personagens durante os trechos cinemáticos são praticamente infantis. Não caracterizam personagem algum. São todos neutros e sem personalidade.

Em resumo, Destiny é um jogo para atirar, sem se preocupar com a munição ou com a história. Apenas atire, atire e atire. E jogue algumas granadas de vez em quando.

Sobre os modos de jogo.

Antes que alguém jogue pedras (ou granadas) em mim pelas críticas, preciso dizer que adorei o jogo. Acho que é porque ele me lembrou o Unreal Tournament, que faz parte das minhas gaming memories. Um shooter futurista, com armas diferentes e equipamentos que contrariam algumas leis da física, mas que deixam tudo mais divertido.

A jogabilidade é excelente e sem grandes novidades. Fácil e intuitivo de jogar, apesar de ter alguns elementos que os fãs de FPS costumam não conhecer muito bem. Isso porque Destiny mistura o conceito de RPG MMO com FPS. Enquanto seu guardião está na Torre, a dinâmica do jogo lembra bastante World of Warcraft. Talvez o mais bem sucedido Massive Multiplayer Online. A visão é em terceira pessoa e existem personagens fixos com os quais você dialoga para pegar itens e tarefas. Nas missões, jogamos no clássico modo FPS.

Menu para Upgrade do Guardião

Menu para Upgrade do Guardião

Quando você está fora da Torre, ou seja, em Órbita, é possível visualizar o mapa para definir qual será o próximo destino. Essa tela permite que você convide outros jogadores para o seu esquadrão, ganhando reforços para atacar as missões mais difíceis. Algumas missões são obrigatoriamente cooperativas. Caso você não tenha um esquadrão, Destiny destina (hein?) outros jogadores para lhe ajudar. Abaixo uma lista com os tipos de missões:

  • História: são missões que te apresentam os planetas. Geralmente, os objetivos têm a ver com a luta entre os guardiões contra a Treva. São legais para conhecer as fases, mas não apresentam muitas dificuldades.
  • Asssaltos: São missões de chefão, bem desafiadoras. Possuem relação com a história, mas podem ser jogadas separadamente depois de desbloqueadas.
  • Crisol: Aqui é onde ocorrem as batalhas multiplayer. O primeiro modo de jogo disponível é dominação. Dois times precisam dominar alguns territórios do mapa. Ao final da partida, o time que passar mais tempo com os territórios sai vencedor. Há também o clássico deathmatch e uma espécie de Catch the Flag. Os modos são desbloqueados na medida em que seu nível aumenta no jogo.
Mapa para escolher missões.

Mapa para escolher missões.

Multiplayer desequilibrado.

Um outro ponto negativo no Destiny é o fato das partidas multiplayer não serem niveladas. Como o jogo possui características de RPG, personagens com níveis maiores tendem a possuir poderes, armas e escudos melhores. Ao entrar numa partida, é comum um jogador level 4 lutar contra um level 20. Por isso, a recomendação é avançar na história primeiro para fazer os upgrades necessários no seu guardião. Depois você se joga no Crisol sem medo.

Referências em Destiny.

Enquanto pesquisava para esse post, li numa matéria que os criadores de Destiny esperam que o jogo se torne uma franquia gigantesca, do porte de Star Wars ou Senhor dos Anéis. Bem, acho difícil isso acontecer. Afinal de contas, Star Wars e Senhor dos Anéis são histórias bem estruturadas. Destiny está bem longe disso. Chega até a ser um pouco decepcionante um jogo que teve um grande investimento no desenvolvimento, não ter investido em roteiro. Enfim..

Apesar disso, é fácil encontrar algumas referências durante o jogo. O Viajante se parece bastante com a Estrela da Morte, de Star Wars.

Star Wars ainda influenciou os terrenos onde o jogo se passa. Venus e Marte lembram bastante o planeta Tatooine, terra natal de Luke Skywalker.

Sem falar nos veículos usados pelos jogadores. Parecem bastante com algumas naves de Star Wars.

Doom foi um dos primeiros jogos de FPS lançados. Criação da ID Software. Um dos inimigos que enfrentamos em Destiny faz uma clara referência a um personagem comum na série Doom.

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Cacodemon vs. Sepiks Prime

E você? Curtiu o jogo? Achou alguma referência bacana em Destiny? Quer montar um esquadrão? Deixe uma mensagem ali nos comentários e #BoraProCrisol !!

Roteirista e Produtor Executivo de TV, atua há 10 anos no mercado audiovisual com passagens por produtoras independentes, emissoras de TV aberta e fechada. Montou a Origina em 2015 para se tornar produtor independente, com foco em agenciamento de roteiristas, criação de conteúdo e planejamento. É diretor de Comunicação da ABRA - Associação Brasileira de Autores Roteiristas e sócio-fundador da GEDAR -Gestão de Direitos de Autores Roteiristas. Meu perfil profissional está disponível no Linkedin

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