Annihilation (2018)

Annihilation (2018)

Annihilation (2018) é um thriller de horror e ficção científica, lançado exclusivamente na NETFLIX e estrelado por Natalie Portman.  Apesar de ter ouvido algumas críticas negativas, confesso que gostei bastante da proposta do longa. O universo é bem interessante e o filme tem cenas ótimas pra quem gosta de body horror.

Annihilation é baseado no primeiro livro da trilogia Southern Reach, de Jeff VanderMeer. Nessa novela, Southern Reach é uma espécie de agência secreta que organiza expedições para um local misterioso chamado Área X. Lá, as leis da natureza não fazem muito sentido.

O livro é de 2014 e a trilogia é formada pelos títulos: Annihilation, Authority e Acceptance. Os direitos de adaptação foram comprados pela Paramount, que produziu o primeiro longa. Receosos a respeito do sucesso da obra nas salas de cinema, eles optaram por licenciar os direitos internacionais do filme para NETFLIX.

Um pouco sobre o universo de Annihilation, com spoiler!

Annihilation e suas criaturas absurdas

Na primeira sequência do longa vemos uma espécie de meteoro caindo na terra, numa região litorânea e próximo a um farol. Algum tempo depois, uma espécie de campo de força emerge ao redor desse lugar e passa a se expandir de modo lento, porém progressivo. Muitas missões são feitas para dentro desse campo de força, na tentativa de descobrir as origens do fenômeno. O problema é que ninguém nunca sobrevive às missões para contar o que viu do outro lado.

Até que Kane, marido de Lena (Natalie Portman), retorna cerca de um ano depois de ter partido em sua missão. Ele não se lembra de muita coisa e parece estar muito confuso. Um dia após sua chegada, ele parte novamente para uma nova missão. Para descobrir o que aconteceu com o marido, Natalie resolve investigar mais o assunto. Ela conhece a Dra. Ventress, que trabalha na agência, e acaba se envolvendo numa expedição para dentro do misterioso fenômeno.

É nessa parte que o filme começa a ficar interessante. As leis da natureza estão distorcidas nesse lugar, gerando mutações nas plantas, criaturas e nos seres humanos que entram na região. Há árvores em formato de humanos, veados com flores nos chifres, jacaré com dentição de tubarão e por aí vai. Há uma bela coleção de imagens lissérgicas e surrealistas. Criaturas absurdas e situações estranhíssimas recheiam o filme até o final.

Talvez as primeiras sequências do filme pudessem ter explorado mais a narrativa de suspense e alguns efeitos especiais também poderiam ser melhor trabalhados. Apesar disso, se você gosta de horror e ficção científica, eu recomendo!

 

Atuo como roteirista e produtor executivo de TV há 12 anos. Passagens por BAND, SBT e produtoras independentes no departamento de roteiro e desenvolvimento de projetos com trabalhos exibidos no Multishow, Canal Sony, SBT e Disney Channel. Diretor de Comunicação da ABRA entre 2014 e 2017. Integrei a Diretoria Executiva do CNU nos anos de 2014 e 2015. Nessa mesma época, fui gestor da TV Unisa liderando uma equipe de 32 pessoas. Atualmente, lidero a Origina Conteúdo. 

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