Você sabe o que é a Geração C?

Você sabe o que é a Geração C?

Você já deve ter ouvido falar, muitas vezes por sinal, das tais gerações X, Y ou Z e dos Baby Boomers e dos Millenials. Esses termos foram criados para designar o comportamento de um determinado grupo de pessoas (ou consumidores), relacionando com a época em que nasceram. Esses agrupamentos são uma boa ferramenta para o marketing direcionar sua comunicação de modo eficiente, causando maior impacto no público. Mas e da Geração C, você já ouviu falar? Qual é o desafio de produzir conteúdo relevante para esse tipo de público?

A cronologia das gerações.

Após a segunda guerra mundial, milhares de soldados voltaram da guerra morrendo de saudades de suas famílias e, mais especificamente, das suas esposas. (O sujeito passa perto da morte, volta pra casa e não vai querer um xamego? Duvido!). Nesse período pós-guerra houve um aumento muito grande da natalidade nos EUA. Esse evento é conhecido como Baby Boom.

As crianças nascidas nessa época, cresceram e se tornaram adultos engajados. Eles promoveram transformações importantes na sociedade, contestando os modelos sociais da época. Os Baby Boomers formam a geração que saiu da casa dos pais em busca do amor livre. Paz e amor, man!

Os filhos dos Baby Boomers nasceram entre os anos 60 e 80. Eles são conhecidos como Geração X e possuem algumas características diferentes de seus pais. Em geral, a Geração X possui pais separados, vivenciou parte da Guerra Fria, viu o Muro de Berlin cair, a explosão da AIDS e participou do início da explosão tecnológica.

Após a Geração X temos a Geração Y, que também é conhecida pelo termo Millenials. Eles nasceram após os anos 80 e estão muito presentes no mercado de trabalho atualmente. Se caracterizam por terem crescido cercado de tecnologia e conectados cada vez mais à internet. Aprendem rápido, se movimentam rápido e são focados em resultado.

Já a Geração Z é formada pelos nascidos nos anos 90, são considerados os nativos digitais. A geração que faz tudo muito rápido, zapeia pelos mais diversos tipos de conteúdo, consumindo informação em partes pequenas, porém em grande volume. São sujeitos competitivos e que adoram games.

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Diferentemente das gerações acima, a Geração C não está relacionada a uma época em específico, mas sim a um tipo de comportamento. Com a explosão dos dispositivos móveis, do acesso a internet de banda larga em qualquer lugar, as pessoas passaram a adotar um tipo de comportamento social cada vez mais conectado.

Os quatro C’s da Geração C.

Quatro palavras que começam com a letra C são usadas para designar o tipo de comportamento dessa geração. São elas:

  • Criação: Essa geração precisa dar vazão à criatividade, em geral, criando conteúdo na internet por meio de blogs, vlogs e redes sociais. São posts, fotos, vídeos, mashups, memes e por aí vai.
  • Curadoria: É como eles se relacionam com o conteúdo. Quando esbarram em algo que gostam, os indivíduos da Geração C fazem a curadoria daquele conteúdo, recomendando para sua rede de contatos. Fazem isso principalmente por meio de compartilhamentos, comentários em blogs, reviews em páginas de e-commerce ou em páginas de defesa do consumidor.
  • Comunidade: Nesse ambiente não existe um único líder a ser seguido. As pessoas se agrupam por meio das conexões em redes sociais e seu comportamento é parecido com o de um enxame, ou cardume. Toda o cardume anda junto numa determinada direção.
  • Conexão: Para tudo isso ocorrer, eles precisam estar conectados. A conexão diária à internet é fundamental e nesse cenário, um dispositivo móvel é imprescindível. A Geração C não existe sem conexão.

O Google define essa geração como a YouTube Generation. Afinal, o YouTube se tornou muito popular em 2005 e potencializou todas essas características da Geração C. O conteúdo é produzido pelos usuários, que fazem curadoria comentando ou recomendando os vídeos.

É possível seguir os canais, formando comunidades temáticas de seguidores. Além disso, o YouTube é acessado pelos mais diversos dispositivos. Computadores, tablets, smartphones, smartTVs e consoles de videogames. Ou seja, você está sempre conectado, não importa onde você esteja.

Você faz parte da Geração C?

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Segundo estudo da Nielsen, a Geração C compreende indivíduos de 18 a 34 anos. Porém, não está restrito a esse público. Se você passa o dia todo com o celular, inclusive dormindo com o smartphone ao lado da cama, atualiza diariamente suas redes sociais, faz compras pela internet e percebe as recomendações dos amigos como um diferencial na hora de escolher um produto, adora ver vídeos no youtube, possui um blog ou um vlog, então você faz parte da Geração C.

Números da geração C nos EUA.

No gráfico abaixo, que compila o estudo da Nielsen, vemos que os indivíduos entre 18 e 34 anos são os que mais utilizam dispositivos móveis. Nesse cenário, o consumo de conteúdo se dá através de diversos aparelhos. Para essa faixa etária, a TV já perde em importância para o vídeo online, redes sociais e blogs.

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Criando conteúdo e engajando a Geração C.

Antes da popularização da internet, a comunicação era predominantemente de massa. Um ambiente onde um fala e muitos escutam. Rádio, TV e mídia impressa se comportavam dessa maneira. Com a WEB 2.0 e o surgimento das redes sociais, o público passou a ter o poder de opinar, interagir e criar conteúdo. Portanto, o modelo de comunicação anterior não irá funcionar tão bem nesse novo tipo de comportamento. Ser notado por esses indivíduos é um verdadeiro desafio.

Para engajar a Geração C é preciso ter conteúdo relevante, envolvendo o público na criação e na curadoria desse conteúdo. A comunicação publicitária não se dará somente através de campanhas. Para a geração C, ela precisa ser algo contínuo para ser relevante. Precisa fazer parte daquela rede de contatos. Mesmo porque, a Geração C tem um olhar seletivo. Estão tão acostumados a consumir uma grande quantidade de conteúdo, sempre em pequenas partes, que conseguem filtrar a presença de anúncios e banners numa página de internet, por exemplo. Para eles, as campanhas não possuem tanta relevância.

A apresentação abaixo detalha um pouco melhor as características dessa geração e fala sobre como criar o tão desejado engajamento.

 

 

Você se considera parte da Geração C? Qual são os pontos negativos de ter uma vida cada vez mais digital e conectada? Deixe sua opinião nos comentários.

 

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Referências:

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Atuo como roteirista e produtor executivo de TV há 12 anos. Passagens por BAND, SBT e produtoras independentes no departamento de roteiro e desenvolvimento de projetos com trabalhos exibidos no Multishow, Canal Sony, SBT, Disney Channel e NETFLIX. Auxilio produtores a formatarem seus projetos com as consultorias em produção executiva e roteiro.

4 Comentários

  1. Alessandro Aguiar 3 anos atrás

    Olá Matheus!
    Fiquei bem interessado no tema e fui observar com mais atenção suas fontes bibliográficas.
    Os links estão quebrados! tem como arrumar isso? Obrigado!

  2. Ana Gardenia Brito 5 meses atrás

    Olá Matheus, gostei muito desse Artigo, me ajudou a entender qual é o diferencial entre as gerações. Sendo também uma profissional que atuou na TV e rádio, acho importante essa mudança. Quaro agradecer a qualidade do texto e a pesquisa que desenvolveu para escrever.

    • Autor
      Matheus Colen 4 meses atrás

      Olá Ana.

      Obrigado pelo feedback. Fico feliz que tenha ajudado.

      Abraços!

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