Eu, a Vó e a Boi chega na Globoplay ainda em Novembro.

Eu, a Vó e a Boi chega na Globoplay ainda em Novembro.

Quem usa o Twitter sabe que é uma das redes sociais mais divertidas que temos. O brasileiro é um povo realmente criativo e o Twitter é um espaço para que essas pessoas publiquem milhares de memes, piadas e relatos divertidos. A história que deu origem à próxima série da Globoplay “Eu, a Vó e a Boi”, nasceu ali também.

Eu a Vó e a Boi

Era um dia comum quando Eduardo Hanzo resolveu escrever numa sequência de Tweets a divertida história de rivalidade entre sua avó e a vizinha dela, que moram lado a lado há 60 anos e sempre se odiaram. O relato de Eduardo no Twitter ganhou proporções épicas. A história de ódio viralizou e chegou ao conhecimento da autora Gloria Perez.

Assim como diversas outras pessoas que comentaram nos Tweets, Gloria viu ali um grande potencial para uma série ou novela. Ela então chamou Miguel Falabella para conhecer o caso dessas duas senhoras e um projeto começou a ser desenvolvido. Eis que, algum tempo depois de uma sequência de Tweets despretensiosa, Eduardo Hanzo vai poder ver a história de sua avó numa série produzida pela Globoplay e que irá ao ar no próximo dia 29 de Novembro.

Miguel Falabella resolveu desenvolver a história dessas duas senhoras como um reflexo dos tempos em que vivemos. Dualidade, rivalidade, polarização, incapacidade para dialogar e entender o lado do outro, alimentando um conflito que parece impossível de ser resolvido.

Confira abaixo uma entrevista com o autor da série.

Entrevista com Miguel Falabella

Ator, autor e diretor, Miguel Falabella tem mais de 45 anos de carreira. É conhecido por seus personagens icônicos, tanto no teatro quanto na televisão, como o irreverente Caco Antibes, de ‘Sai de baixo’ (1996). Já dirigiu mais de 40 espetáculos de teatro. Na TV, estreou na coautoria de sua primeira novela, ‘Salsa e Merengue’, em 1996. Comandou o programa ‘Vídeo Show’ de 1987 a 2001. A carreira na televisão ainda inclui a autoria de novelas e séries como ‘A lua me disse’ (2005), ‘Toma lá, dá cá’ (2005), ‘Negócio da China’ (2008), ‘Aquele beijo’ (2011) e ‘Pé na cova’ (2013). Seu trabalho mais recente na Globo foi ‘Brasil a bordo’, em 2017.

Como a história narrada por Eduardo Almeida na internet chegou até você e se transformou nesta série?
Eu não tenho Twitter, mas a Gloria Perez viu essa sequência e me mostrou. Nós conversamos muito e ela foi muito importante no meu processo de escrita. Tive dela uma mão segura, carinhosa e afetuosa que foi fundamental. Essa história chegou para mim exatamente no momento em que o país estava mais polarizado e com o ódio muito cultivado. Então eu liguei as duas coisas e fiz uma série que tem muito ódio e o rancor. Para essa narrativa, parti de uma notícia que li de que 75% dos jovens de hoje não tem qualquer esperança no país. Da história principal do Eduardo, transformei a vizinha em avó. As duas senhoras do conflito são as avós materna e paterna do narrador.

Você criou um universo em torno da história do Eduardo. Como você chegou a essas ideias?
Eu gosto de fazer a comédia da tolerância, onde todos são bem-vindos, todos são aceitos. Para mim foi muito fácil criar personagens que ingressassem nesse universo que já existia, que era o da rivalidade e do ódio entre as duas mulheres. Eu comecei a pensar na história delas. Elas teriam filhos? Como seriam esses filhos? E assim começaram a nascer os personagens. E obviamente a vida de cada um desses personagens ia me trazendo novos personagens.

O que ‘Eu, a Vó e a Boi’ representa na sua carreira?
Talvez, de tudo que eu tenha escrito – e eu tenho muito orgulho das coisas que já fiz –, esse seja o meu trabalho mais arrojado, mais contemporâneo. E também o mais doido, mais fora da caixinha.

Como foi ter o Paulo Silvestrini assinando a direção da série?
O Paulo Silvestrini foi um encontro genial. Ele conceitua porque sabe o que quer fazer, e faz. Ele me escolheu, decidiu fazer pela primeira vez um trabalho meu e isso me deixa muito honrado.

O que o público verá em ‘Eu, a Vó e a Boi’?
Embora seja uma série de humor, com personagens muito contemporâneos e inusitados, ela também coloca o dedo na ferida. Hoje temos um país sentido, dividido. O discurso é sempre da truculência. E isso é o que as duas senhoras, a avó e a Boi, fazem nessa história. Elas não argumentam, elas agem uma contra a outra. São situações engraçadas, mas por trás desse humor as coisas são ditas.

 

Atuo como roteirista e produtor executivo de TV há 12 anos. Passagens por BAND, SBT e produtoras independentes no departamento de roteiro e desenvolvimento de projetos com trabalhos exibidos no Multishow, Canal Sony, SBT, Disney Channel e NETFLIX. Auxilio produtores a formatarem seus projetos com as consultorias em produção executiva e roteiro.

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