Alguns números sobre o mercado de games no Brasil

Alguns números sobre o mercado de games no Brasil

Não é só o mercado de produtoras de audiovisual que tem crescido no Brasil nos últimos anos. O mercado de games está acompanhando essa tendência também, mesmo tendo menos espaço nos programas de incentivo público do que as produções audiovisuais. No último BIG Festival, foram apresentados alguns números interessantes do setor.

Mercado de games no BIG Festival

Foto: Claudio Rossi

O BIG Festival é o maior mercado do setor de games da América Latina. Palestras, exposições e rodadas de negócios fazem parte da programação oficial do evento. Num desses painéis, o presidente da ABRAGAMES, Sandro Manfredini, falou sobre o crescimento do mercado nacional.

Em 2014 a associação que representa as produtoras de games, contava com 133 empresas que empregavam cerca de 1.133 pessoas. Quatro anos mais tarde, em 2018, o número de empresas atuantes no setor subiu para 276, empregando aproximadamente 2.700 pessoas.

De acordo com a Newzoo, empresa especializada em análise de dados para o mercado de games e e-sports, o Brasil está em 13º lugar no ranking mundial de consumo de jogos. Esse mercado movimenta algo em torno de US$ 1,5 bilhão por ano aqui no nosso país. Com mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil tem um grande potencial de crescimento. Atualmente, cerca de 145 milhões de pessoas estão conectadas à internet, sendo que 75 milhões são consideradas gamers. Nesta matéria nós apresentamos outros dados sobre o perfil do gamer brasileiro.

A indústria de games faz parte do mercado audiovisual e entrou no radar dos programas públicos de investimento. Novas linhas do FSA serão destinadas exclusivamente ao setor, para incentivar a produção e distribuição de jogos brasileiros.  Isso foi uma parte da fala do ex-Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão, ainda em 2018, durante o Rio2C, principal evento do mercado audiovisual no Brasil. Sem falar nos programas estaduais e municipais de incentivo.

A SPCine, empresa de audiovisual da cidade de São Paulo, tem se aproximado do setor assim como o Governo do Estado de São Paulo, que lançou editais do ProAC direcionados à produção de games e de conteúdo AR e VR. Como estamos passando por uma fase de turbulência e de revisão da legislação no setor audiovisual, muito em virtude de uma visão equivocada do Governo Federal a respeito do setor cultural, é preciso ficar de olho nos programas de fomento que favorecem as pequenas empresas nacionais produtoras de conteúdo. Caso essa turbulência seja superada, o cenário é promissor para o setor.

Atuo como roteirista e produtor executivo de TV há 12 anos. Passagens por BAND, SBT e produtoras independentes no departamento de roteiro e desenvolvimento de projetos com trabalhos exibidos no Multishow, Canal Sony, SBT, Disney Channel e NETFLIX. Auxilio produtores a formatarem seus projetos com as consultorias em produção executiva e roteiro.

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