RCM 2017 – Plataformas Digitais

RCM 2017 – Plataformas Digitais

Com o avanço do streaming no mercado audiovisual, vários players entraram nesse jogo de distribuir conteúdo por meio da internet. Mas como as plataformas diferenciam os modelos de negócios? Quais oportunidades eles estão buscando? Neste painel os representantes de plataformas digitais explicaram mais sobre suas empresas.

O painel foi mediado por Marcos Ferreira, da MobContent, e teve a participação de Danilo Agrella, da PlayKids, Luiz Bannitz, da Looke e Quentin Carbonell, da Mubi. Não conseguimos chegar a tempo da fala de Danilo Agrella, portanto o resumo vai abordar os outros dois players somente.

Como as plataformas digitais podem competir com os gigantes do streaming?

Praticar outros modelos de negócios é uma das maneiras. Luiz Bannitz apresentou a plataforma Looke. Um projeto brasileiro que não tem foco na produção de conteúdo. Eles licenciam filmes e séries para exibição na plataforma. Em seu modelo de negócios a Looke mistura SVoD (Subscription Video On Demand) com TVoD (Transacional Video On Demand).

Isso significa que existe a opção de você assinar a Looke por um valor mensal e ter acesso a quase todos os títulos de seu catálogo. Além disso, há a possibilidade de comprar ou alugar os conteúdos individualmente. Luiz mencionou que eles estão trabalhando para evoluir mais a plataforma e expandir o projeto para a América Latina.

Mubi: Foco na curadoria

Plataforma Digital Mubi

A MUBI é uma plataforma de streaming que focou seu catálogo na questão da curadoria. Por meio de uma assinatura mensal, o usuário pode ter acesso à um número restrito de obras que são selecionadas pela equipe de curadoria de conteúdo da Mubi. No período seguinte, eles mudam os títulos ofertados sob a promessa de que vão oferecer o equivalente a um título por dia ao longo do ano.

Quentin explicou que eles estão sempre de olho nos festivais de cinema para encontrar os melhores filmes para a plataforma. E então eles fazem estreias exclusivas, exibindo os filmes logo após eles saírem do circuito de festivais. Atualmente a MUBI está disponível em todo o mundo.

Segundo Quentin, não basta simplesmente disponibilizar o serviço em vários países, é preciso entregar a melhor experiência para os clientes. E isso significa uma atenção especial com a curadoria e com a interface da plataforma nos mais diversos dispositivos. Eles trabalham com alguns parceiros de conteúdo ao redor do mundo para disponibilizar um filme por dia aos assinantes.

 

 

Roteirista e Produtor Executivo de TV, atua há 10 anos no mercado audiovisual com passagens por produtoras independentes, emissoras de TV aberta e fechada. Montou a Origina em 2015 para se tornar produtor independente, com foco em agenciamento de roteiristas, criação de conteúdo e planejamento. É diretor de Comunicação da ABRA - Associação Brasileira de Autores Roteiristas e sócio-fundador da GEDAR -Gestão de Direitos de Autores Roteiristas. Meu perfil profissional está disponível no Linkedin

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