TRAPPIST 1 System – Uma grande descoberta

TRAPPIST 1 System – Uma grande descoberta

No dia de hoje, 22 de Fevereiro de 2017, a Nasa fez uma coletiva de imprensa para anunciar uma grande descoberta: a existência de 7 exoplanetas no sistema solar TRAPPIST 1, sendo que três deles estão em zona considerável habitável. O estudo dos exoplanetas já ocorre há cerca de 20 anos e alguns milhares deles foram encontrados durante observações realizadas por telescópios espaciais e terrestres.

Por que essa TRAPPIST 1 é importante?

O céu de TRAPPIST 1 - Planeta E

O céu de TRAPPIST 1 – Planeta E

Exoplanetas em zona habitável de estrelas já foram encontrados antes. O que chama a atenção nessa descoberta é quantidade e o tamanho deles. São três na zona habitável de Trappist 1, que possuem órbitas muito próximas entre si, sendo que todos eles possuem tamanho similar ao da Terra.

A própria estrela, Trappist 1, também está consideravelmente próxima dos planetas. Como exemplo, a distância entre o planeta E e Trappist 1 é equivalente a metade da distância entre o Sol e a Terra, de acordo com informações dos pesquisadores durante a coletiva de imprensa. Mesmo assim, as temperaturas da zona habitável seriam similares as daqui.

Trappist 1 é uma estrela anã vermelha que está localizada a 39.13 anos luz da Terra, na constelação de Aquário. Não é possível observá-la da Terra com telescópios simples. Por estarem muito próximos de sua estrela, os planetas de Trappist 1 possuem uma órbita bastante curta. Elas variam entre 3 dias, no mais próximo, e 21 dias, no planeta mais distante.

Já imaginou um ano de 21 dias? Além disso, os três planetas da zona habitável estão muito próximos entre si. A distância entre eles é o dobro da distância entre a Terra e a Lua. Imagine que vista deve ter o céu desses planetas !! Segundo os cientistas, o próximo telescópio espacial a ser lançado pela Nasa será capaz de fornecer informações mais precisas sobre a atmosfera e a composição desses planetas.

Como eles encontram exoplanetas?

Atualmente não existem telescópios capazes de enxergar os exoplanetas, por um motivo muito simples. Planetas não emitem luz. Além disso, eles estão sempre muito próximos de uma estrela, que emite muita luz e ofusca qualquer possibilidade de observação direta.

Então, para que seja possível encontrar os exoplanetas, os cientistas analisam as variações de intensidade e frequência na luz emitida pela estrela. São aqueles pontos que saem da faixa pontilhada no gráfico acima. Ou seja, nós não podemos ver os planetas, mas podemos ver a sombra que eles fazem. E observando a frequência e o tamanho dessa sombra, é possível calcular a massa dos planetas, a duração média de sua órbita e a distância que estão da estrela.

 #Partiu TRAPPIST 1?

Se você é tão empolgado com esse assunto quanto eu sou, já deve estar se perguntando: Quando sai o próximo ônibus espacial pra lá? Calma, não é tão cedo que iremos fazer uma viagem dessas. E quando isso acontecer, provavelmente não será para TRAPPIST 1, mas sim para Próxima Centauri. Essa estrela está a apenas 4.22 anos luz daqui, e tem um exoplaneta já descoberto.

É capaz que você não esteja vivo para pegar esse ônibus, mas talvez seu neto esteja.

Saiba mais sobre TRAPPIST 1 no site da Nasa

Nesse site da Nasa existem muitas informações sobre os exoplanetas e alguns recursos de exploração bem legais. Tem um modelo em VR 360 para explorar a superfície do exoplaneta (que nada mais é que um exercício de imaginação pois não existem fotos desses locais), além de um programa para explorar o universo já descoberto em escalas reais. (Estou instalando esse software, depois volto aqui pra contar se é bacana!)

Roteirista e Produtor Executivo de TV, atua há 10 anos no mercado audiovisual com passagens por produtoras independentes, emissoras de TV aberta e fechada. Montou a Origina em 2015 para se tornar produtor independente, com foco em agenciamento de roteiristas, criação de conteúdo e planejamento. É diretor de Comunicação da ABRA - Associação Brasileira de Autores Roteiristas e sócio-fundador da GEDAR -Gestão de Direitos de Autores Roteiristas. Meu perfil profissional está disponível no Linkedin

2 Comentários

  1. Capotyra 8 meses atrás

    Olá, Matheus

    Adorei o artigo! Adoro o espaço sideral, tudo! Um dia, vou ser astronauta, rsrsrsr.

    Beijão
    Capotyra

    • Autor
      Matheus Colen 8 meses atrás

      Pois é Capotyra. Eu também amo esse assunto, mas não sei se seria capaz de ser um astronauta cientista. Talvez eu seja um astronauta jornalista, ou astronauta escritor. Quem sabe?!?! =)

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